Junho Violeta: Prevenção da Violência Contra a Pessoa Idosa
A violência contra a pessoa idosa é uma realidade mais comum do que se imagina e atinge milhões de pessoas em todo o mundo, independentemente de origem social, étnica ou cultural. No Brasil, o problema é sério — e falar sobre ele é o primeiro passo para preveni-lo.
É exatamente esse o propósito do Junho Violeta: um mês dedicado à conscientização e ao combate à violência contra quem está na melhor idade. A data central é 15 de junho, o Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011.
O tamanho do problema
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Aula experimental grátis pra melhor idade →Os números ajudam a entender a urgência do tema. Segundo dados do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, só nos primeiros meses de um único ano foram registradas mais de 47 mil denúncias de violência contra pessoas idosas — o equivalente a centenas de milhares de violações de direitos, em alta em relação ao ano anterior.
E nem sempre a violência é física. Ela aparece de várias formas, muitas vezes silenciosas:
- Negligência: deixar de prover cuidados, alimentação, higiene ou medicação;
- Abandono: ausência de quem tem o dever de cuidar;
- Violência física: agressões e maus-tratos;
- Violência psicológica: humilhações, ameaças, isolamento forçado;
- Violência financeira ou material: uso indevido de dinheiro, bens ou aposentadoria do idoso.
Todas essas formas ameaçam a integridade física, emocional e social da pessoa idosa e comprometem diretamente sua qualidade de vida.
Como denunciar
Combater a violência depende de canais de denúncia acessíveis — e eles existem:
- Disque 100: funciona 24 horas por dia, todos os dias, de forma gratuita e sigilosa. Basta ligar 100.
- Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos: pelo site, pelo aplicativo Direitos Humanos, e também por Telegram e WhatsApp.
- Conselho da Pessoa Idosa: órgão que atua na defesa dos direitos e na articulação da rede de proteção em cada município.
A denúncia pode ser feita pela própria pessoa idosa, por familiares, vizinhos ou qualquer cidadão que perceba sinais de violência. Na dúvida, denuncie: é sempre melhor verificar do que ignorar.
O Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003) garante uma série de direitos e prevê punições para quem comete esses abusos. Conhecer o Estatuto é uma forma de proteção.
O papel do convívio e da estimulação
Prevenir a violência não é só uma questão de denúncia — é também de vínculo, presença e dignidade. Idosos isolados, sem rede de convívio, são mais vulneráveis a todos os tipos de abuso, justamente porque há menos olhos atentos por perto.
Profissionais como os gerontólogos têm papel importante na detecção precoce de sinais de violência e no apoio às vítimas. Mas a sociedade inteira participa dessa rede de proteção quando mantém o idoso ativo, conectado e respeitado.
É aqui que entram a convivência e a estimulação cognitiva. Espaços onde a pessoa idosa participa de atividades em grupo, faz amizades e exercita o cérebro são também espaços de proteção social: combatem o isolamento, fortalecem a autoestima e devolvem o sentimento de pertencimento.
Na unidade Supera São Bento, em Belo Horizonte, as turmas da melhor idade vão além do treino cognitivo: são um ponto de convívio, escuta e respeito — parte de um envelhecimento digno, que é exatamente o que o Junho Violeta defende.
FAQ
Quando é o Junho Violeta e o que ele representa?
O Junho Violeta é a campanha de conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa, com data central em 15 de junho — o Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa, instituído pela ONU em 2011. O mês busca sensibilizar a sociedade e estimular ações de prevenção e combate a esse tipo de violação.
Quais são os tipos mais comuns de violência contra o idoso?
Os mais frequentes são negligência, abandono, violência física, violência psicológica e violência financeira ou material. Muitas dessas formas são silenciosas e exigem atenção de familiares e da comunidade para serem identificadas.
Como denunciar violência contra uma pessoa idosa?
O canal principal é o Disque 100, gratuito, sigiloso e disponível 24 horas. Também é possível denunciar pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (site, aplicativo Direitos Humanos, Telegram e WhatsApp) e acionar o Conselho da Pessoa Idosa do município.
O isolamento aumenta o risco de violência?
Sim. Idosos isolados têm menos pessoas atentas ao seu redor e ficam mais vulneráveis a abusos. Manter o idoso ativo, com convívio social e participação em atividades em grupo, é uma forma importante de proteção.
Cuidar é proteger
Falar sobre o Junho Violeta é lembrar que o envelhecimento deve ser digno, respeitoso e livre de qualquer violência. E cuidar começa na presença diária: ouvir, incluir e manter quem amamos conectado à vida.
Conheça as turmas da melhor idade da unidade Supera São Bento e agende uma aula experimental gratuita. Estamos na Rua Kepler, 499, em Belo Horizonte, ao lado do Shopping Falls. Atendimento de segunda a sexta (08h-18h) e sábados (08h-12h).
Telefone: (31) 2626-1104 | WhatsApp: (31) 98690-0871
Para denúncias de violência contra a pessoa idosa, ligue 100 (Disque 100) — gratuito e sigiloso.
Conteúdo adaptado pela Equipe Supera São Bento a partir de material do Método Supera, com consultoria da Profa. Dra. Thais Bento Lima da Silva (gerontóloga, EACH-USP; diretora científica da Associação Brasileira de Gerontologia).